domingo, 9 de janeiro de 2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


O universo é maior que a incandescência,já que nele estão ambos: Lua e Sol,estão o raio,as estrelas e o fogo.É em virtude do universo que chamamos,ouvimos e respondemos;no universo nós nos alegramos e também não nos alegramos.Nascemos no universo,para o universo.
Quem respeita ele,obtêm riquezas do espaço da luz irrestritos para essa jornada,e lhe caberá vaguear por aí à vontade até onde o universo se estende.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


Geração dos filhos daqueles que viveram a ditadura de 64,dos filhos daqueles que clamavam por paz,amor,sexo e rock and roll.Nao partimos para a guerra como nossos avós.
Nossa geraçao vive a juventude dos anos 90,onde o lema é "vencer ou vencer".Não temos limites.
Percebemos a queda das geraçoes até mesmo quando analisamos coisas simples,a musica por exemplo.não há mais letras gramaticalmente bem construídas,bem tocadas e cantadas.Crescemos com a Xuxa nos ensinando a falar "xuxesso" e dançamos ao ritmo do Tchan.
Nada de irresponsaveis,despreocupados e sem sentimentos.O que nos falta é coragem para destruir o velho e todo o cheiro de mofo para que possamos seguir o novo e trazer com ele o cheiro de coisa nova.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011


A vida que nasce,nua e fria
sem teto,
sem endereço.

A vida que brota,
por becos,
em ruas,sem saída
sem nome.

sábado, 1 de janeiro de 2011


Quando tinha meus 10 anos,senti que não haveria nada de mais triste e depressivo do que sair da quarta série.Meu uniforme azul todo assinado e meus lápis de cor eram o meu consolo de criança,sozinha no quarto,depois do ultimo dia de aula.
Pensava que jamais encontraria amizades tão intensas e verdadeiras.Os meus dias se resumiam a ir a escola,dividir o lanche e brincar.
Há pouco tempo,eu com meus quase 18 anos,me sinto igual,feito uma criança sem abrigo.Penso que nunca mais vou encontrar amizades como as que eu fiz durante esses ultimos sete anos na escola,onde nas segundas eram o dia da preguiça,e nas sextas eram pra relaxar.
As conversas sem fim,as risadas e até as brigas fazem falta,e eu me sinto como se tivesse meus 10 anos de idade.
Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.