sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011


É como se tudo perdesse o controle e a direção.
Pra onde correr quando não se sabe pra onde se deseja ir?

domingo, 13 de fevereiro de 2011


Não existe nada além do viver.Ou se vive,ou se morre.Mas "se morrer" assassina o português.
É bom viver devagar,mas nao divagando.
É questão de paciência e boa vontade.
Ir revivendo a cada momento,inventando,extraindo das coisas ao redor uma compensação,recriando dentro de nós um pedaço dos outros ao redor,e enfim viver em uníssono.A vida é pra ser isso:nascer de novo a cada nova etapa.Deixar o mofo pra trás e ter no ar todo aquele cheiro de coisa nova,recém adquirida.
E é aquela velha frase:a mudança é a lei da vida.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


A razão é como uma equação de matemática,ela tira a prática: de sermos...um pouco mais de nós.

(Não se vive só,em paz.)

E a paz não cabe na lata de refrigerante nem no comercial da tv.

Mãe quando eu comecei a andar voce disse que eu podia voar.Deixa eu ir agora.

Deixa eu lembrar de criar asas.Deixa eu abortar meus demônios,mãe,se voce deixar eu posso ser o que quero ser,é tão simples como foi quando aprendi a falar.



domingo, 6 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


Quando nasci,voce estava prestes a completar seus tres anos de idade.E se mordeu de ciumes quando deixou de ser o unico filho da casa.

Aos poucos fomos crescendo e fazíamos de um quarto vazio o nosso mundo da bagunça.Ao invés de brincarmos,fingíamos ser cientistas,astronautas.

Mas mesmo assim voce morria de ciúmes de mim,e me judiava,me batia,me irritava,estragava minhas bonecas.

Mal voce sabia que era meu maior exemplo,era em quem eu me espelhava.

Mal sabíamos o que faríamos do futuro,sem rumo e tão incerto.

Parecia que a infância seria eterna para nós.

E crescemos.

Eu lembro quando voce ganhou um violão:radiante.Arranhou alguns acordes,feito bebê tentando andar.Lembro quando conseguiu tocar uma música clássica,tão nostálgico.

Um dia,ameacei cortar as cordas do seu violão.

Mas voce me acalmou tocando um minuet.

E voce tocou,fazia da casa uma caixinha musical.

Mas,um dia voce quis ir embora,mas prometeu sempre voltar.

E quando voce volta,a música volta a tocar.

Dó,ré,mi,fá,sol,Mozart e Bach.

Meu amigo velho,seus 20 anos de boy:that's over baby!Mas prometa para mim:não deixa o violão se calar.

domingo, 30 de janeiro de 2011


A equação matemática é simples:por fora você é um corpo.Por dentro é memória espalhada nas experiencias.Você é silêncio e você não pode fugir disso.Só assim voce pode se aceitar e lavar as suas mãos,assim os outros vão,e você fica.

Mas lembre-se: voce nunca é o que pensa ser.